Geral - 22/11/2019 - 13:30:12
PCJE exibe documentário sobre machismo para estudantes da rede pública
Ação em parceria com a Coordenadoria da Mulher do TJAL também promoveu uma conversa sobre violência doméstica

Estudantes assistem a documentário no auditório da Esmal. Estudantes assistem a documentário no auditório da Esmal. Foto: Caio Loureiro.
- Adolescentes assistem na Esmal documentário sobre violência doméstica

Cerca de 150 alunos da Escola Estadual Tavares Bastos assistiram, na manhã desta sexta-feira (22), o documentário “O Silêncio dos Homens” no auditório da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal). A ação é parte do cronograma dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violênca contra as Mulheres, em parceria com a Coordenadoria da Mulher do TJAL. 

Além da exibição, os estudantes debateram sobre machismo, violência contra a mulher, e como eles também afetam os homens. Para a juíza Marcela Pontes, a ação tem como objetivo promover um Judiciário mais cidadão, e é importante para criar consciência e dar esperança aos jovens, informando onde eles podem buscar ajuda.

“A gente não tá aqui só para reprimir, com destaque da violência doméstica, porque é notório que só a punição não resolve o problema da sociedade. A gente precisa construir nessas crianças uma cultura de paz, precisa transmitir pra elas uma forma de interpretar e deixar de lado o machismo”, explica a magistrada. 

O estudante Cleverton da Conceição, de 17 anos, aproveitou a oportunidade para falar sobre sua experiência, além de deixar um recado para os colegas de turma: “A gente precisa dialogar mais, tirar dúvidas, e também se abrir para os outros sobre o que está acontecendo em casa, ou no trabalho, em qualquer lugar”. Para Cleverton, debater sobre o tema é importante para evitar que, no futuro, as pessoas se tornem violentas e reproduzam as agressões presenciadas durante a infância.

A professora Vilma Cristine vê a iniciativa como algo fundamental para os alunos. “Eles são oriundos de uma comunidade que já tem uma violência social por si só, e eles precisam perceber que é possível fazer a diferença aprendendo mais, compartilhando outras informações sobre outros prismas, de forma que eles possam reconceituar seu papel dentro de sua comunidade de forma a melhorar para si e para o próximo”.


Thaynara Monteiro - Dicom TJAL
imprensa@tjal.jus.br - (82) 4009-3141/3240


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