TJAL na Bienal - 03/11/2019 - 21:15:04
Conversa sobre abuso sexual na infância marca 2º dia do Judiciário na Bienal do Livro
Magistrada Juliana Batistela alertou o público sobre os cuidados que devem ser tomados com as crianças e adolescentes para evitar que elas fiquem vulneráveis a esse tipo de crime

Conversa foi realizada no estande da Esmal com a Almagis na Bienal do Livro. Foto: Caio Loureiro Conversa foi realizada no estande da Esmal com a Almagis na Bienal do Livro. Foto: Caio Loureiro
Judiciário debate o abuso sexual na infância no 2º dia da Bienal

O público que compareceu a 9ª edição da Bienal Internacional do Livro de Alagoas pode conferir, neste domingo (3), a roda de conversa sobre abusos sexuais na infância com a juíza Juliana Batistela, que atua na 14ª Vara Criminal da Capital. A ação foi realizada no estande da Escola Superior da Magistratura (Esmal) e da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), localizado no Espaço Armazém Uzina.

Durante a roda de conversa, a magistrada Juliana Batistela explicou que na maioria das vezes o abusador não tem sinais de que é bandido e normalmente é uma pessoa de absoluta confiança da família ou pior, é o padastro, pai, tio ou outro parente da criança. A juíza destacou ainda que os casos descobertos devem ser denunciados para a polícia, o Conselho Tutelar do bairro ou ainda para o Ministério Público.

“Ser amoroso não elide a possibilidade de ser um pedófilo. Mas temos alguns sinais que podem nos alertar de que aquela pessoa pode ser um abusador que é quando ela gosta de ficar fazendo cosquinhas, fica sempre brincando com criança, colocando-a sempre no colo, brincando de beijinho, isso deve ser eliminado, cortado na raiz. Os pais devem ter muita atenção com essas pessoas”, alertou.


A magistrada também explicou que a falta de diálogo entre a mãe e os filhos podem deixá-los mais vulneráveis a sofrer abusos por anos. Para ela, é necessário observar o comportamento dos filhos, questioná-los e acreditar neles quando contarem que alguém os fez mal ou que não gostam de estar perto de alguma pessoa.

“Os sinais de abuso, normalmente, são quando a criança fica triste, retraída, recolhidas no seu próprio ser. Crianças que eram mais extrovertidas ficam mais tímidas, as que já eram tímidas ficam ainda mais. A criança também apresenta sinais, principalmente a menina, no próprio corpo. O cuidado além da conversa é que os pais precisam entender que criança não dá para ficar com qualquer pessoa. As crianças também não podem ficar sozinhas, assim como não podem falar com estranhos, aceitar bebida, balas de estranhos”, esclareceu a juíza Juliana Batistela.

Maria Clara Araújo, estagiária de Administração do Judiciário, participou da conversa para saber como poderia ajudar a diminuir esse tipo de crime na sociedade. “É um tema muito doloroso de se ouvir, tudo que envolve criança é muito doloroso. A curiosidade que eu tive e que me prendeu a atenção foi que a juíza falou como a gente pode reconhecer que a criança foi abusada. Eu acho muito importante que todo mundo saiba reconhecer para pode tomar as devidas providências”, disse.

Coral do Judiciário e Relançamento do livro “40 Dias”

Às 16h, o Coral do Poder Judiciário, regido pelo maestro Rodrigo Andrade Teixeira, encantou o público com uma apresentação na frente do Armazém Uzina. A surpresa agradou ao público que parou para cantar junto com os servidores da Justiça Alagoana.

A última atividade do estande foi com o juiz Luciano Andrade, às 19h, que relançou seu romance “40 Dias”, que conta uma história fictícia sobre a vida de Jesus Cristo.


Coral do Judiciário animou o público que foi à Bienal do Livro. Foto: Itawi Albuquerque.


Robertta Farias - Dicom TJAL
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