Geral - 18/10/2019 - 19:24:25
Estudantes de escolas públicas recebem certificado de mediadores no TJAL
Presidente Tutmés Airan destacou sua alegria com a formação dos 90 alunos e destacou que é tarefa do bom cidadão substituir o ódio pela cultura da paz

Presidente Tutmés Airan parabenizou os alunos pela formação e destacou a importância dos agentes da paz. Foto: Caio Loureiro Presidente Tutmés Airan parabenizou os alunos pela formação e destacou a importância dos agentes da paz. Foto: Caio Loureiro
- TJAL entrega certificado de mediadores a estudantes de escolas públicas de Maceió

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) entregou, nesta sexta-feira (18), certificados do Curso de Mediação de Conflitos para 90 alunos de 12 escolas da rede pública de Maceió que foram capacitados por meio do Projeto Cidadania e Justiça na Escola, da Escola Superior da Magistratura (Esmal), em parceria com o Núcleo Permanente de Resolução de Conflitos, ao longo de seis meses.

Entusiasta da política de mediação e conciliação, o presidente do TJAL, Tutmés Airan, destacou sua felicidade com a formação de estudantes mediadores que vão auxiliar as pessoas a resolverem seus conflitos. Para o desembargador, muitas vezes pequenos problemas do cotidiano ganham grandes proporções que fogem do controle do estado e poderiam ser resolvidos com o diálogo.

“Atualmente as redes sociais alimentam entre as pessoas um nível de ódio que achávamos que não existia. A tarefa do bom cidadão é substituir esse ódio por uma cultura de paz, usando dessas técnicas e se comprometendo a fazer o nosso semelhante um agente de paz, conversando olho no olho, colocando-se no lugar do outro, levando para ele uma palavra de carinho, de conforto, fazendo com que um pequeno problema na escola não se torne algo maior.

A conciliadora e mediadora Moacyra Rocha, emocionada, falou sobre a experiência de capacitar os estudantes durante os encontros. “Gostaria de agradecer a equipe do PCJE, a todas as escolas que fizeram esse curso acontecer, levando os alunos mesmo com algumas adversidades. Passar esses dias com vocês foi um aprendizado, pude conhecê-los de um jeito especial, quando a gente estava junto tudo era só felicidade, vocês são pessoas muito especiais e que querem fazer a diferença onde forem”, falou.

Certificados foram entregues nesta sexta-feira (18), no Pleno do TJAL. Foto: Caio Loureiro

O magistrado Anderson Passos, coordenador do PCJE, explicou que o programa vai continuar acompanhando os trabalhos realizados pelos estudantes que foram capacitados e tirar dúvidas que eles possam vir a ter. O juiz informou também que a Esmal pretende ampliar o projeto para outras escolas pela importância que é difundir a cultura da paz em instituições de ensino.

“Percebemos que era muito importante nós trabalharmos a ideia da mediação diretamente no ambiente escolar, porque sabemos que a escola é um local com muitos conflitos e esse treinamento foi para mostrar aos alunos que existem mecanismos de autocomposição de conflitos e que através da mediação podemos solucionar diretamente na escola, evitando, por exemplo, que eles virem demandas judiciais no futuro”, disse o magistrado.

Estudante do 8º ano na Escola Municipal Silvestre Félix, Sarah Beatriz Ferreira, de 13 anos, falou sobre o que sentiu ao participar e concluir a capacitação ao lado de alunos de outras escolas. “O sentimento é de gratidão de poder participar de uma coisa dessas, poder conhecer novas pessoas. Foi uma grande oportunidade e o que mais a gente precisa é de oportunidade porque somos o futuro do nosso país”, disse.

Para Sarah Beatriz, a escola é o ambiente em que mais presencia conflitos e precisa de uma atenção especial. “A gente aprendeu a cultura de paz e resolver os conflitos com os nossos colegas, não só na sala de aula, mas na vizinhança e em outros conflitos que a gente pode ver e tentar resolver. Um curso desses é muito importante porque é na sala de aula onde a gente mais vê bullying, conflitos, agressões físicas e psicológicas”, explicou a aluna.

José Miranda, coordenador geral o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), destacou para os adolescentes que agora eles são agentes disseminadores da cultura da paz. “Espero que vocês usem bem o que aprenderam e tenham como objetivo de vida a paz, procurem resolver sempre os problemas, a partir desse momento vocês devem espalhar a paz onde quer que estejam, mostrem que ninguém é melhor do que ninguém, independente de qualquer coisa”, disse o juiz.


Robertta Farias – Dicom TJAL
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