Esmal - 28/02/2020 - 14:23:01
Clube do Livro inicia segundo ciclo com homenagem a livros e autores
Participantes do grupo usaram fantasias de seus personagens favoritos na reunião desta quinta-feira (27)

Clube do livro também é uma oportunidade de integrar os servidores do Judiciário. Clube do livro também é uma oportunidade de integrar os servidores do Judiciário.

A cigana Esmeralda, do Corcunda de Notre-Dame; Macabéa, da Hora da Estrela; Capitu, de Dom Casmurro; e Mafalda, a menininha curiosa do ilustrador argentino Quino, se encontraram na noite desta quinta-feira (27) no Café Literário da Escola Superior da Magistratura (Esmal). Esses e outros personagens foram homenageados pelos servidores da Justiça que, aproveitando o carnaval, celebraram os seus livros e autores favoritos na primeira reunião do segundo ciclo do Clube do Livro: Direito e Literatura.

Organizado pela Biblioteca Geral do Poder Judiciário, o clube formado por servidores do Tribunal de Justiça (TJAL) se reúne mensalmente para discutir obras literárias e refletir sobre questões da sociedade. Para abrir este ciclo de debates, a obra ?O sol é para todos?, clássico da literatura mundial escrito por Harper Lee e publicado em 1960, foi analisada pelo grupo.

Larissa Wanderley, assessora judiciária, acredita que, em grupo, as interpretações individuais se enriquecem, já que cada membro do clube apresenta aos colegas reflexões baseadas em suas vivências, suas visões de mundo.

?Participar do clube é diferente de tudo o que já vivi no Judiciário. O debate foi muito interessante, o grupo é muito acolhedor. Aqui também tratamos de questões sociais e cada ponto de vista apresentado se agrega à nossa compreensão. Quando você compartilha em grupo, surgem percepções que você não teria se lesse o livro sozinho?, destacou Larissa.




No próximo encontro, grupo irá discutir a obra O sonho de um homem ridículo, de Fiodor Dostoievski. Arte: Clube do Livro

 
Para Mirian Alves, diretora da Biblioteca do Judiciário, o clube do livro é também uma oportunidade de integrar os participantes, de fazer com que as pessoas do TJAL, que muitas vezes não se encontrariam nas suas rotinas de trabalho, se conectem.

?A leitura geralmente é uma atividade geralmente solitária, mas quando essa atividade se converte em atividade compartilhada, ampliamos a nossa visão sobre a obra e, por consequência, sobre o mundo. Por meio da leitura conseguimos ainda desenvolver a empatia nos colocando no lugar do outro, tendo contato com situações muito distantes de nossa realidade. Com esse livro, por exemplo, nos transportamos para os Estados Unidos da década de 1930 e compreendemos, pelo olhar de uma criança, um pouco mais sobre racismo, justiça e coletividade?, analisou Mirian, analista judiciária do TJAL.

Servidores e magistrados do Poder Judiciário podem participar do projeto, que periodicamente abre vagas para os interessados. As reuniões ocorrem na última quinta-feira de cada mês, a partir das 19h. Ao final de cada ciclo de seis encontros é emitido um certificado de participação com carga horária de 18 horas.

Nos próximos meses, as obras que serão apreciadas pelo grupo são: O sonho de um homem ridículo, de Fiodor Dostoievski; São Bernardo, de Graciliano Ramos; No seu pescoço, de Chimamanda Ngozi Adichie; Papéis Avulsos, de Machado de Assis; Farenheit 451, de Ray Bradbury.

Carolina Amâncio - Esmal TJAL
imprensa@tjal.jus.br - (82) 2126-5378


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